Arte & Cultura
 
CULTURA
por Carolina Padreca


O caderno de Arte & Cultura do jornal Voz da Cidade trouxe durante o ano, 50 reportagens especiais, enriquecendo esta primeira página, trazendo desde representantes da arte e da cultura como do turismo e da história da cidade.
Teatro, literatura, música, artes plásticas e corporais, educação, culturas materiais e imateriais... Personalidades que hoje são sucesso, outras que deixam muitas saudades.

Banda Happy Hour foi a primeira do ano (edição nº 71). Formada por jovens artistas do ramo da música, os integrantes mostraram que a arte é assunto sério e que necessita de empenho, comprometimento e muito estudo.
O artista plástico Elias Matheus, o maestro Geraldo Cazzamatta, as escolas de samba da cidade, e uma cobertura completa do Carnaval saltense, foram os seqüentes temas, até que na edição 77 comemorava-se o 1º ano de vida do Teatro Montécnica, este, responsável por abrigar os grupos que lá puderam se apresentar e levar arte à comunidade, que aos poucos foi retomando o hábito e o gosto pelas idas ao teatro.
Luciana Gardenal nas artes corporais, Marcelo Prantetter nas manuais (que através de suas maquiagens e figurinos formam e transformam)... José Robeto Orlandini e a “Paixão de Cristo”, trabalho que há anos une bailarinos e atores para um verdadeiro espetáculo em praça pública. Lota, emociona, e os espectadores pedem bis.
A dupla “Luiz Fernando e João Pinheiro” que gravava CD com participação especial de Inesita Barroso também foi capa deste caderno, assim como o sucesso de público na cidade “Wilde Censurado”. O espetáculo que conta a vida do escritor Oscar Wilde dividiu opinião da platéia, que ora achava maravilhoso e realista, ora achava romantizada. Mas, que uniu as opiniões pelo menos em um quesito: sucesso.
Grupo de pagode ComPraZer surge em meio ao sucesso de Wilde, e faz bonito em entrevista, mostrando que a paixão pela música não depende de estilos.
Até o Pai dos Saltenses, “Dr. Barros Júnior”, teve espaço reservado nessa página, mostrando a importância que desempenhou na época, principalmente quanto à Corporação Musical Saltense.
Então, na edição 85, juntamente com a bailarina e coreógrafa Marisa Gil, aqui retratada, um novo conceito de diagramação vem somar às reportagens especiais.
Mais artistas plásticos e artesãos aqui puderam mostrar um pouco de seus traços e criatividade, sendo eles: Ana Paula Nicácio, Tânia Bonilha, Ricardo Sirimarco, Keli Buzzo e Luiz Carlos Agostinho da Costa.
Dos muitos grupos de teatro da cidade, Trapas, Cômico, S.T.C.A. e Tribo ilustraram e deram graça a cada diferente capa, com suas distintas e fortes linhas de trabalho.
Dentre os muitos bailarinos, além de Marisa, Luis Piva e Tereza Cazzamatta foram os escolhidos para que muitos leitores e admiradores da arte pudessem conhecer suas histórias, sendo a de Tereza, especial: uma publicação surpresa! A bailarina só ficou sabendo no momento em que pegou o jornal para ler.
Ainda no universo da dança, a Escola Girassol, recentemente, trouxe magia com “Casa de Bonecas”, festival de final de ano todo especial, que fez das pequenas aprendizes grandes bailarinas.
Na área de turismo e história de Salto, “Os pais do Trem Republicano”, “Complexo da Cachoeira” e “Escola Tancredo do Amaral Rumo aos 100 anos” roubaram a cena e trouxeram as riquezas desta Salto tão querida e amada por seus filhos de terra ou de coração. A agência “Tupi Turismo e Eventos” fechou os especiais de turismo do ano, mostrando que há um grande mercado em expansão neste setor.
Na área da música, foram apresentados também os grupos e artistas: Tatangelo (e sua paixão ardente pelo violão), Ronaldo Cardoso e Nick (os cantores que levaram o nome de Salto ao Brasil, em rede nacional), o grupo de pagode Iraê, o de samba Jatosamba, e o patrono dos violeiros da cidade “Eduardo violeiro”. Ana Luiza e Leonardo foram os entrevistados mirins que provaram o quanto a música é importante na formação de cidadãos de bem.
A comemoração aos 20 anos da agência Fetiche Models não passou despercebido pela reportagem do Voz da Cidade, que além de fazer cobertura completa dos eventos pela agência promovidos, providenciou uma reportagem pra lá de especial.
Dos grupos vindos de outras cidades, ocuparam este espaço apenas dois, que com certeza marcaram suas passagens em Salto: o “Circo Irmãos Power”que durante dias recepcionou a comunidade saltense com números incríveis; e Sidney Rodrigues, o ator de “Careca de Rir” recentemente apresentado no Teatro Montécnica.
A fundação da Academia Saltense de Letras (ASLe) e as obras de Anna Osta (vice-presidente da ASLe e hoje colunista do Voz da Cidade) também fizeram parte dessa história, mostrando a literatura presente na cidade.
Histórias diferentes, porém significativas também se fizeram imponentes nesta página, dentre elas, destacando-se: a “Padaria 9 de julho”, o “Núcleo Holístico”(dirigido por Fabiano Sampaio e Caroline Andreazza), a loja “Kiara Animes” e a forte Nação Hip-Hop.
Um especial marcou as 100 primeiras edições do Voz da Cidade, contando algumas das principais passagens do jornal que aos pouquinhos foi conquistando a comunidade saltense, tanto pela cobertura cultural completa da cidade, como por ser um jornal imparcial, preocupado com o bem estar da população saltense, informando e ouvindo todos os lados da história.
Mas, as edições que mais mexeram com a população e também com a repórter, sem dúvidas foram as que formaram a trilogia deliciosa que deu vida novamente a três importantes artistas, que Salto criou e hoje sente muitas saudades: Carlos Pouza, Idovar Stahl Filho e Maneco Paiva. As pesquisas, as entrevistas, revelaram que os três não só foram brilhantes na arte, mas que durante todas as curtas vidas, foram amigos, filhos, irmãos inesquecíveis e hoje saudosos.
Assim, a reportagem fecha essa edição com gostinho de quero mais, já preparando as próximas edições, na promessa e comprometimento de, em breve, a publicação de um livro com as principais histórias desta página que a todo final de semana abre a programação artística, contando fragmentos de vidas e histórias que fazem parte e ajudam a construir as futuras memórias culturais de Salto.

 

 


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