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Animais de estimação – Logo após os Estados Unidos entrarem em crise, imóveis e carros esportivos, tipo pick-up, foram colocados à venda por preços módicos ou, simplesmente, devolvidos pelos proprietários que não podiam honrar os financiamentos. Mas não foram os únicos itens. Muitos proprietários abandoram à sua própria sorte animais de estimação. Cachorros de raça passaram a morar nas ruas das cidades americanas porque seus donos tiveram de mudar da casa espaçosa para um apartamento minúsculo. Tenho observado, com tristeza, nas ruas do bairro onde moro, em São Paulo, um número maior de cães ostentando coleiras abandonados.
Cartão Corporativo – Antes da crise financeira, era comum ver executivos americanos almoçando em restaurantes que, na hora de pagar a conta, sacavam o cartão corporativo. Nesse momento, os executivos – competitores por natureza – chegavam a disputar de quem era a conta. Isso mudou. Em Nova Iorque, o cartão corporativo desapareceu. Nos restaurantes, quando a conta é apresentada a um grupo de executivos ninguém mais se habilita a assumir sozinho tal despesa. Virou moda o gesto brasileiro, de longa data, de “rachar” a conta. Falta agora o garçon, que trabalha em solo americano, dividir a despesa pelo número de pessoas na mesa e apresentar a conta já com os valores de cada um.
Fome no mundo – Hoje, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas) existem 925 milhões de pessoas passando fome no mundo - 10 milhões beirando a morte no sudeste da África, Afeganistão e Coréia do Norte. Na reunião de 1996, em Roma, eram 840 milhões de famintos e o Programa de Alimentos e Agricultura da ONU (FAO, na sigla em inglês) solicitou 24 bilhões de dólares para “recuperar o tempo perdido e investir em programas de agricultura” – o objetivo da reunião era cortar pela metade o número de famintos até 2015, mas a ONU não conseguiu levantar tal recurso. Só nos Estados Unidos, nos últimos seis meses, os bancos e seguradoras receberam 500 bilhões de dólares no ano passado, mais 700 bilhões neste ano...
Minha casa, minha vida – Cerca de dois meses atrás, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, reuniu um grupo de construtores da iniciativa privada para expôr o plano do governo de um milhão de moradias para a população de baixa renda. Foi clara ao falar de seu objetivo: um milhão de moradias revertem dez milhões de votos. Segundo dados da Fundação João Pinheiro, 80% do déficit habitacional brasileiro está concentrado nas famílias com renda de até três salários mínimos. É fundamental que as casas contemplem essas famílias. O problema é que as construtoras têm dificuldade em atingir esse público e há o risco de contemplarem famílias com renda de cinco a dez salários, não suprindo o déficit habitacional.
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